quinta-feira, 15 de setembro de 2016

celulares não foram feitos para serem piolhos de cu


o paraibano celso furtado, enfim um ministro da economia que não furtava ninguém, nem a sí próprio, de dizer o que era realmente necessário, afirmou certa vez que o brasileiro tenta compensar o complexo de sub tentando ou querendo ser super - já viu? por exemplo, os aumentativos nos nomes dos nossos estádios? no nordeste então é uma graça. e na sua paraíba? que ainda tem aquela excrescência de ginásio chamada de ronaldão, contígua ao almeidão? porca miséria! é mesmo muito ão pra pouco chão de uma paraiba(joão pessoa)que pelo preço dos imóveis clava a parescensa com florianópolis, mas lugar de cancão onde governantes cujos se auto-classificaram gigantes através destes aumentativos ginasiais desqualificados.

pois bem, a nossa superlatividade está anunciada hoje no numero de celulares no país(o celular é o esmegma do nosso subdesenvolvimento). são mais de duzentos e vinte e mais alguma coisa de milhões, ou quase. portanto, há mais celulares do que brasileiros. e se a coisa vai do jeito que desanda, vão ser mais celulares chineses do que brasileiros. e aí o esmegma, que já toca da geral a cobertura vai melar de vez a boca, os ouvidos, os olhos e os cus dos brasileiros. afinal, a maioria carrega o celular no bolso de trás, uma espécie de fetiche para os meninos e meninas. ou seja: o celular substituiu a "coca-cola" nas braguilhas masculinas e nos cozes femininos. se a radiação os faz brocha é outro viral.

deixando o esmega de lado, ou melhor ficando ao lado dele, passemos ao tópico de hoje. alardeamos então o número, a quantidade(qualidade não há em porra nenhuma, seja aparelho, serviço, conexão e o caralho a quatro) o que configuraria a nossa entrada no mundo digital da telefonia móvel, onde o 4G, por exemplo, na internet, dá saudades da net discada.

mas isso ainda não é o cerne da questão. a questão é: se há mais celulares do que brasileiros, a ejaculação precoce da nossa digitalidade não é suficiente para que o cidadão brasileiro, por exemplo, seja atendido nos 0800, caso não disponha de um fixo. seja nas concessionárias de água, luz, ou secretárias da fazenda, para não descer o caudatório sem fim das siglas que compôem a burocracia democrata no brasil, que por isso mesmo é restritiva em quase tudo que se vê ou ouve, melhor dizendo, fala, tornando-se portanto um problema da fala que não tem recurso só discurso de mal ouvidos.

se acaso o portentado possuidor de celular, seja pré ou pós, vai preencher um formulário de crédito em uma loja - até mesmo se contratar um serviço de 4G, por exemplo - vão lhe pedir um número de fixo, o que não deixa de ser uma estocada no piloro da nossa vã idade digital( o sujeito tem um celular da claro, por exemplo mas é pedido um fixo, pois celular não vale. bom, muito bom isso, vai ser conectado assim na casa do cacete, não é mesmo?).

se necessita, por exemplo saber porque está faltando água na sua rua ou bairro, e ligar de um celular, fodeu! aquela voz de tia no cio vai lhe dizer que o serviço só está disponível para números fixos ou coisa que o valha.  

então de que vale termos duzentos e cacetada de milhões de celulares? se eles só servem para você metê-los no cu? tá bom, tá bom, vou manerar os "maneirismos", no bolso da calça de trás, e não cumprem a função de prover comunicação móvel para cima, para baixo e para os lados, num mundo digital onde a pressa, a imediaticidade de perguntas e respostas é quase tão necessária quanto o ar que se respira? eis outra piada de mal-assombro que as teles fazem conosco, e que é cobrada, tantas como as outras de baixa qualidade que são oferecidas.( aliás se o rafinha é processado por piadas de "mau gosto", porque as teles não?) 

é de se imaginar então que o ministério das telecomunicações comunga com esta operação de compra casada, sim. afinal, se você tem um celular e precisa de um fixo para isso e para aquilo(inclusive para a internet) serviço que pode ser feito pelo celular, e está sendo obrigado a comprar dois serviços, quando na verdade não precisa de um deles, pois ainda por cima a minutagem para fixo vem de brinde nos celulares(será por isso?) numa quantidade tal que deixa qualquer maroca papudaça mui preocupada em arranjar assunto para gastar tantos minutos à borla.




já os serviços de internet deveriam se chamar de serviços de telefonia fixa vip(very important pato). afinal, eu quero comprar internet e não uma linha fixa com um pacote de 11 mil minutos para falar o que? com quem? se eu tenho celular e facebook,twitter, e tudo o mais que me é anunciado como upa-upa! cavalinho da internet? como é que eu vou ser digital com um peso analogico destes? se para ter internet tenho de ter um fixo. só mesmo em país subdesenvolvido metido a super(nos preços cobrados).

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